11.2.14

Embriologia

A hipófise é chamada glândula-mestra porque coordena diversas outras glândulas, como o ovário. Neste, atua secretando dois hormônios. São eles:
∗ FSH (Hormônio Folículo Estimulante) => hormônio que atua no desenvolvimento dos folículos.
∗ LH (Hormônio Luteinizante) => responsável por aumentar a pressão para que o óvulo seja expelido e pela regressão do corpo lúteo.

Ciclo menstrual

A liberação do FSH no ovário irá estimular o desenvolvimento dos folículos e, dentre estes folículos, um será aleatoriamente eleito para, futuramente, constituir o óvulo. Este é o primeiro dia de menstruação.
Então, as células foliculares se arranjam em volta deste óvulo* formando o Folículo de Graaf. Os folículos liberam o estrogênio, hormônio que irá inibir o FSH para que novos folículos não se desenvolvam. Este hormônio também é responsável pelo aparecimento das características sexuais secundárias femininas.
Com a liberação do LH no ovário, ocorre a ovulação no 14˚ dia, quando o óvulo* é expelido. Após a ovulação, cria-se uma espécie de cicatriz no ovário, chamada corpo lúteo, que desaparecerá com a atuação do LH.
A progesterona começa a ser produzida após a ovulação, inibindo o LH para que o corpo lúteo não desapareça tão rapidamente e ocorra a descamação do endométrio (em caso de fecundação, levando ao aborto natural), e inchando de sangue o endométrio no 28˚ dia. Quando os níveis de progesterona diminuem, o ciclo menstrual recomeça.

* É importante destacar que esta célula principal não é ainda um óvulo. Só poderá ser assim chamada quando houver a fecundação pelo espermatozoide.

Caso ocorra a fecundação do óvulo, o zigoto libera o hormônio BHCG (beta HCG) diretamente para o corpo lúteo, evitando sua regressão e a descamação do endométrio. Enquanto o corpo lúteo não desaparece, o endométrio incha-se de sangue para receber o embrião.

O anticoncepcional impede a gravidez porque contém grandes concentrações de estrógeno e progesterona, que inibem os hormônios FSH e LH e, logo, não há ovulação.

Fecundação interna => Menor número de óvulos produzidos, devido a proteção no interior do organismo. Introdução dos gametas masculinos pelo pênis.
Fecundação externa => Grande número de óvulos para compensar a seleção natural, pela ação de intempéries e predadores. Gametas lançados, necessiaramente, na água.
Desenvolvimento embrionário

1) Fecundação – zigoto.
Na fecundação, apenas a cauda do espermatozoide penetra o óvulo. A consequência disto é que todas as mitocôndrias do indivíduo a ser formado serão maternas, ou seja, provenientes apenas da mãe. Após a fecundação, ocorre a cariogamia (união dos núcleos), unindo os 23 cromossomos do gameta feminino aos 23 cromossomos do gameta masculino. Forma-se o zigoto.

2) Zigoto – fixação no útero.
O zigoto sofre mitose e sucessivas divisões celulares, e é chamado mórula quando atinge 32 células. Todo este processo ocorre ao longo da tuba uterina, e é na fase seguinte, quando as células se organizam em uma espécie de anel (blástrula), que ocorre a nidação no útero.

3) Fixação – nêurula.
Até a blástrula, todas as células são células-tronco totipotentes, ou seja, podem originar qualquer tecido. É no próximo estágio da célula, na gástrula, que já ocorre a diferenciação e formação dos tecidos embrionários. Quando a célula passa para a fase de nêurula (neurulação), formam-se a ectoderme, endoderme e mesoderme, que originarão as seguintes estruturas:

     •   Ectoderme => Epiderme e seus fâneros; encéfalo e sistema nervoso.
     •   Endedorme => Revestimento interno dos sistemas digestório e respiratório; glândulas (fígado e pâncreas).
     •   Mesoderme => Notocorda (esqueleto); órgãos dos sistemas circulatório, excretor e reprodutor; tecidos sanguíneo, muscular, ósseo e cartilaginoso; derme; revestimento externo dos órgãos.



Caso de gêmeos fraternos x univitelinos



Anexos embrionários

Ovíparos (aves e répteis)

     •   Córion => anexo de proteção física.
     •   Líquido amniótico (Âmnion) => proteção contra a desidratação (bolsa de água). 1a adaptação ao ambiente terreste.
     •   Alantoide => responsável pela respiração e excreção. A urina não ovíparos não é líquida e armazena-se. O ácido úrico sólido permite que não se perca água pela urina. 2a adaptação ao ambiente terrestre. O alantoide precisa ficar próximo à casca para realizar as trocas gasosas.
     •   Saco vitelínico (Vitelo) => responsável pela nutrição do embrião (gema do ovo).

Vivíparos (mamíferos)

     •   Córion;
     •   Âmnion;
     •   Cordão umbilical => ligamento entre o embrião e a placenta.
     •   Placenta => responsável pela nutrição, respiração e excreção do embrião. É uma rede de vasos sanguíneos próximos aos vasos sanguíneos da mãe, realizando a troca de substâncias por difusão. Além disso, a placenta produz progesterona.

∗ Vantagem evolutiva da placenta => manter o embrião se desenvolvendo por completo dentro da mãe.
∗ “A placenta estourou” => esta afirmação é equivocada. Quando o bebê está para nascer, é a bolsa amniótica que estoura. Se a placenta arrebentar, arrebentam-se os vasos sanguíneos e ocorrem sérias hemorragias.
∗ Riscos do aborto clandestino => no momento da retirada do feto, pode-se furar o útero, levando-o ao apodrecimento; também há o risco de não se retirar a placenta.


24.11.13

Parnasianismo e Simbolismo

Parnasianismo 

• Manifestação poética do Realismo e do Naturalismo, estéticas antirromânticas.
• Quanto à estrutura, caracteriza-se pela sacralidade da forma, pelo respeito às regras de versificação, pelo preciosismo rítmico e vocabular, pelas rimas raras e pela preferência por estruturas fixas, como os sonetos.
• Sonetos: 2 quartetos e 2 tercetos, versos decassílabos ou alexandrinos.
• Quanto ao conteúdo, valoriza o exotismo e a mitologia. Os temas preferidos são os fatos históricos, objetos e paisagens. A descrição visual é o forte da poesia parnasiana.
• Cavalgamento ou encadeamento sintático (enjambement) = quando o verso termina quanto à métrica, mas não quanto à ideia, se encerrando no verso de baixo.
• Surgiu no Brasil em 1882 com a publicação da obra “Fanfarras” , de Teófilo Dias, embora tenha se consolidado com “Poesias”, de Olavo Bilac, apenas em 1888.
• Tríade Parnasiana:
      ∗ Alberto de Oliveira => autor de “Vaso Grego”, é considerado mestre da arte de compor retratos, quadros e cenas. Sua obra revela apego aos cânones formais e temáticos do parnasianismo, leve tendência à ironia.
      ∗ Raimundo Correia => sua poesia parnasiana caracteriza-se por extremo rigor métrico e um acentuado apuro verbal.
      ∗ Olavo Bilac => une conteúdo emotivo e linguagem clássica. Outra característica de sua obra é a dualidade no tratamento do amor, oscilando entre platonismo e sensualidade.
• Os parnasianos brasileiros não seguiram todos os aspectos do parnasianismo francês, pois muitos poemas não abandonaram a subjetividade da geração romântica e há preferência por temas voltados à realidade brasileira, contrariando o universalismo.

Simbolismo

• Estética que surgiu movida por ideias subjetivas, pelo individualismo e pelo misticismo.
• Oposição às vertentes realistas => A visão objetiva da realidade não desperta mais interesse, mas, sim, o ponto de vista particular de um único indivíduo.
• Semelhança com o Romantismo => É uma poesia que se opõe à poética parnasiana e se reaproxima da estética romântica. Entretanto, mais do que elaborar uma poesia egocêntrica e voltar-se para o coração, os simbolistas procuram o “eu” em sua mais profunda manifestação.
• Temáticas: metafísica, misticismo, espiritualidade e abstracionismo. Traz passagens oníricas, ou seja, relativas ao sonho, ao inconsciente. Existência humana, psicanálise, loucura.
• Corpo => cárcere da alma; a morte como instrumento de libertação.
• Sinestesia => mistura de sensações. Exemplos: “doce abraço”, “grito vermelho”.
• Musicalidade => aliteração (repetição de consoantes) e assonância (repetição de vogais).
• Dicotomia => alma/corpo, matéria/espírito.

“Ó formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!...
 Ó Formas vagas, fluídas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras...”
Trecho de Antífona, de Cruz e Souza. 
Neste trecho, o autor simbolista Cruz e Souza sugere um ambiente sem nomear objetivamente os elementos da realidade. Observa-se o imaginário, a fantasia e a obsessão pelo branco através da translucidez, nebulosidade e brilhos.
20.11.13

Tipos de Transporte

• O transporte representa o elemento mais importante do custo logístico de um país e tem papel fundamental na prestação do serviço ao cliente.
• Pode variar entre 4% e 25% do faturamento bruto, e em muitos casos supera o lucro operacional.
• Deve-se escolher, para cada tipo de carga, a modalidade de transporte mais apropriada, analisando o custo do serviço, tempo médio de entrega, perdas e danos, disponibilidade, etc.
• São cinco os tipos de transporte: Ferroviário, Rodoviário, Fluvial/Marítimo, Aeréo e Dutoviário.
• No Brasil, o meio de transporte mais utilizado é o Rodoviário (59%), seguido do Ferroviário (24%) e o Hidroviário (13%).
• Nos países mais desenvolvidos, como é o caso da Rússia, Canadá e Estados Unidos, o transporte Ferroviário tende a ultrapassar o Rodoviário.
• Custos fixos – de instalação x Custos variáveis – de manutenção.

(1) Ferroviário 

• Utilizado no deslocamento de grandes tonelagens de produtos homogêneos para longas distâncias. Exemplos: minérios (ferro, manganês); carvões minerais; derivados de petróleo, e grãos que são transportados a granel (sem embalagens).
• O transporte Ferroviário pode ser Regular, ou seja, presta serviço para qualquer usuário, ou Privado, sendo utilizado com exclusividade por algum proprietário.
• Altos custos fixos em equipamentos, terminais, vias férreas, etc, porém baixo custo variável.
• O custo do transporte Ferroviário acaba sendo bem menor que o transporte Rodoviário, porém não é amplamente utilizado no Brasil devido a problemas com a infraestrutura e a falta de investimentos nas ferrovias.
• Vantagens logísticas:
      > Transportam grande quantidade de carga por viagem;
      > Percorre longas distâncias em boa velocidade;
      > Não são prejudicadas pelo tempo ou tráfego competitivo;
      > Flexível quanto às mercadorias.
• Desvantagens logísticas:
      > Tem custos altos e, no Brasil, baixa segurança para produtos de alto valor agregado e pequenos;
      > Tem frequências de saídas menores em relação ao Rodoviário;
      > Ineficiente para curtas distâncias e alguns produtos;
      > Não serve para serviço à domicílio.
• Principais problemas das Ferrovias no Brasil:
      > Invasão da faixa de domínio nos centros urbanos e nos acessos aos portos;
      > Utilização compartilhada das linhas para passageiros e cargas na Região Metropolitana de São Paulo;
      > Quantidade insuficiente de vagões e locomotivas;
      > Interação operacional deficiente das malhas e traçado das linhas incompatível com as condições atuais.

(2) Rodoviário 

• O mais expressivo transporte de carga hoje no Brasil, atingindo praticamente todos os pontos do território nacional.
• Maior ênfase na década de 50 por conta da implantação da indústria automobilística, o que desencadeou a pavimentação das rodovias.
• É recomendado para mercadorias de alto valor ou produtos perecíveis, e não é recomendado para produtos agrícolas a granel.
• Apenas 10% das vias no Brasil é pavimentada.
• É dividido em: transportadoras regulares; transportadores contratados; frota própria; e autônomos.
• Baixos custos fixos, pois as rodovias são estabelecidas e construídas com fundos públicos ou são privatizadas, e custos variáveis médios, com combustível, manutenção, mão de obra, pedágio, etc.
• Vantagens logísticas:
      > Possibilidade de transporte integrado “porta a porta” e entrega a domicílio;
      > Flexibilidade do serviço em áreas geográficas dispersas;
      > Serviço é extensivo, adaptável e rápido.
      > Altas frequências.
• Desvantagens logísticas:
      > Volume transportado menor em comparação ao transporte ferroviário e marítimo;       > Custos elevados para longas distâncias;
      > Custo mais elevado em comparação ao transporte ferroviário e marítimo;
      > É prejudicado pelo tempo e pelo tráfego;
      > Maior intensidade de risco e danos à mercadoria.

(3) Hidroviário

• Transporte de granéis líquidos, produtos químicos, areia, carvão, cereais e bens de alto valor (nos operadores internacionais) e em contêineres.
• É dividido em: navios dedicados; navios contêineres e navios bidirecionais para veículos.
• Formas de navegação:
      > Cabotagem – é realizada entre portos ou pontos do território nacional.
      > Interior – é realizada em hidrovias interiores em percurso nacional ou internacional.
      > Longo Curso – realizada entre portos brasileiros e estrangeiros.
• Custo fixo médio para navios e equipamentos e custo variável baixo.
• O transporte Hidroviário possui um sistema de controle de tráfego e navegação marítima.
• Atualmente alguns portos são privatizados.
• Os terminais incluem todos os equipamentos para a carga e descarga dos produtos.
• Vantagens logísticas:
      > Transporta grande quantidade de carga por viagem;
      > Percorre longas distâncias;
      > Flexível quanto às mercadorias;
      > Transportam produtos perigosos, carga à granel, líquido, gasoso e veículos ou contêineres;
      > Custo operacionais menores.
• Desvantagens logísticas:
      > Não serve para cargas pequenas ou emergenciais;
      > Perda de tempo nas descargas e transferência de transporte;
      > Altos níveis de danos sobre a mercadoria;
      > Tempo de trânsito longo;
      > Baixa frequência.

(4) Aéreo

• É utilizado no transporte de cargas de alto valor unitário (artigos eletrônicos, relógios, alta moda, etc) e perecíveis (flores, frutas nobres, medicamentos, pequenos animais, etc).
• É dividido em: serviços regulares, contratuais e próprios.
• Custo fixo alto com a construção e manuseio de aeronaves, e custo variável também alto, com combustível, manutenção, mão-de-obra, etc.
• Vantagens logísticas:
      > Velocidade elevada e para transportes emergenciais;
      > Distância alcançada;
      > Segurança contra roubos, danos e extravios;
      > Redução de níveis de inventário e consequente redução de custo de estoque.
• Desvantagens logísticas:
      > Restrição de capacidade;
      > Impossibilidade de transporte à granel;
      > Inviabilidade de produtos de baixo custo unitário;
      > Custo de transporte elevado;
      > Prejudicado pelo tempo e pelo tráfego.

(5) Dutoviário 

• Os dutos são tubos subterrâneos impulsionados por bombeamento para superação dos obstáculos do relevo.
• Este sistema de transporte diminui consideravelmente o congestionamento das rodovias e ferrovias.
• São exemplos de dutos: oleoduto, gasoduto, mineroduto e aqueduto.
• Transporte de líquidos e gases em grandes volumes e materiais que podem ficar suspensos (petróleo brutos e derivados, minérios, etc).
• A movimentação é muito lenta, porém, é um meio de transporte que opera 24 horas por dia e 7 dias por semana.
 • O custo fixo é muito alto, devido aos direitos de acesso, construção, requisitos para controle das estações e capacidade de bombeamento. Em contrapartida, não há nenhum custo variável de grande relevância.

Modalidade de transporte mais barata = Hidroviário, seguido do Dutoviário.
Modalidade de transporte mais cara = Aéreo.
QUADRO COMPARATIVO - RESUMO GERAL


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Estados Unidos no século XIX

∗ Marcha para o Oeste:

• Fatores que motivaram a conquista do Oeste:

      > Crescimento demográfico => A necessidade de aumentar a produção de alimentos determinou a incorporação de novas terras para o plantio e pastagens para os rebanhos.
      > Facilidades para aquisições de terras => O Homestead Act ratificou a ocupação das terras do Oeste, decretando que, se alguém cultivasse em local abandonado, passaria a ser seu novo proprietário.
      > Busca por metais preciosos => Corrida pelo ouro, descoberto na Califórnia em 1848.
      > Matéria-prima => As regiões em fase de industrialização procuravam novas fontes e locais para obtenção de matéria-prima.
      > A construção de ferrovias => Permitia a aplicação lucrativa de capitais e integrava os mercados, assegurando o escoamento da produção.

• Os pioneiros desta marcha foram os imigrantes europeus, que, sem condições de sobrevivência na costa leste, marchavam em cavalos, carroças ou navegavam em barcos pelos rios.

• Estes novos colonos não encontraram terras inabitadas. Durante o processo de interiorização, dizimaram inúmeras tribos indígenas, expulsando-as de seu território.

• Destino Manifesto => doutrina criada pelos americanos para justificar a ocupação do Oeste, a qual determinava que Deus havia concebido a eles a missão de levar a civilização a outros territórios.

• Os novos territórios incorporados pelos EUA foram adquiridos por compra, acordos diplomáticos ou pela guerra. Exs: Compras - Louisiana (França) e Flórida (Espanha); meios diplomáticos - Oregon (cedida pela Inglaterra); guerra - Texas (México).

• Consequências históricas da expansão para o Oeste:

      > Intensificação do crescimento demográfico entre 1820 e 1860 pela imigração europeia, atraída pela grande quantidade de terras disponíveis no país.
      > Massacre aos indígenas e seu confinamento em reservas.
      > Agravamento das divergências entre o Norte, no qual predominava uma rica e poderosa burguesia industrial, e o Sul, alicerçado sobre a prática do plantation (latifúndio, monocultura, trabalho escravo, produção voltada ao exterior).

Guerra de Secessão:

• Guerra Civil provocada pelos antagonismos existentes desde a época colonial entre os estados do Norte e os do Sul.

• Estados do Norte (colônias de povoamento) => desenvolvem uma economia baseada na pequena propriedade, na agricultura de subsistência e no trabalho livre, o que impulsiona a formação de uma sólida burguesia e o crescimento do comércio e da manufatura.

• Estados do Sul (colônias de exploração) => a sociedade sulista se caracterizou por uma poderosa aristocracia rural, que dominava uma imensa massa de escravos.

• Principais fatores da Guerra de Secessão:

      > Rivalidades políticas => desde a independência, a política do país havia sido dominada pela aristocracia sulista. Com a Marcha para o Oeste e o crescimento da industrialização, o Norte acelerou as bases capitalistas industriais, enfraquecendo a elite rural do Sul. Norte - Partido Republicano x Sul - Partido Democrático. Os novos partidos queriam eleger representantes para o Congresso Federal, pois quem o controlasse, teria assegurado a direção política do país.
      > Rivalidades econômicas => as indústrias do Norte adotaram uma política tarifária protecionista para evitar a concorrência com mercadorias britânicas e, consequentemente, fortalecer seu mercado interno. Em contrapartida, o Sul defendia o livre comércio, pois havia estabelecido um acordo com a Inglaterra no qual, em troca da venda de matérias primas, receberia produtos manufaturados ingleses sem taxas tributárias.
      > Além das rivalidades políticas e econômicas, havia a questão da abolição da escravatura, defendida pelos estados nortistas e fortemente combatida pelo Sul agrário.

Em síntese:

TARIFAS ALFANDEGÁRIAS – Norte Sul X
ABOLICIONISMO – Norte Sul X 
• Estopim da guerra => eleição do candidato republicano Abraham Lincoln nas eleições de 1860. Lincoln era claramente abolicionista, o que levou a aristocracia rural a reagir, fundando o Estado dos Confederados da América, com a participação de 11 estados que se declararam separados dos EUA.

• A Guerra iniciou-se em 1863 em Gottysburg e foi vencida pelos nortistas, liderados pelo general Grant. Neste ano, Lincoln declarou o fim da escravidão e em 1865 anexou os Estados Confederados, consolidando o fim do conflito.

• O fim da Guerra atrelou o Sul dos EUA ao modelo econômico e social do Norte, gerando a prevalência, em âmbito nacional, dos interesses nortistas.

• Após a Guerra, seguiu–se um período de reconstrução, caracterizado pelo grande crescimento industrial, agrícola e demográfico. Até 1890, os Estados Unidos passaram de sexta potência para primeira potencia mundial, superando a Inglaterra, Alemanha e França.

• Surgem diversas leis para a formação de um novo Estado. Dentre elas, as Leis de Jim Crow forçavam escolas e locais públicos a terem ambientes separados para negros e brancos, semelhantemente ao regime do apartheid na África do Sul.

• Ku Klux Klan (KKK) => No Sul, a não aceitação da abolição da escravidão determinou uma política de segregação social e a criação de grupos racistas extremistas, como a KKK. Este grupo defendia a supremacia branca e, para tal, usavam da violência, da repressão e do racismo, visando restringir os direitos da população afro americana.


Membros da Klu Klux Klan. Clique para ampliar a imagem.

• Tais leis foram apenas revogadas em 1964, com o Civil Right Acts (Atos de Direitos Civis), após longa pressão de movimentos sociais, em especial do movimento negro com Martin Luther King. 

Pode-se comparar os movimentos racistas que se seguiram nos EUA durante o século XIX/XX à não incorporação dos negros após o fim da escravidão no Brasil. Entretanto, a segregação racial no Sul dos EUA era LEGITIMADA, enquanto no Brasil, ocorre de forma encoberta e é, hoje, considerada crime.
• O isolacionismo em relação à Europa e o intervencionismo na América Latina foram as principais características da política externa norte americana.

      > Doutrina Monroe (James Monroe - 1823) => “América para os americanos”. Defendia uma América livre da interferência de nações europeias em questões internas e livre da criação de novas colônias. Os EUA se aproveitaram desta ideia para justificar seu imperialismo sobre a América Latina.
      > Política do Big Stick (Theodor Roosevelt - 1909) => Determinava a intervenção militar americana nos países latino americanos que estivessem colocando em perigo os interesses políticos e econômicos dos EUA.
      > Política da Boa Vizinhança (Franklyn Roosevelt – 1930) => Busca substituir o intervencionismo pela cooperação com países alinhados à Washington. Em 1939, com a Segunda Guerra Mundial, os EUA aprofundam esta política, visando construir um poderoso bloco hemisférico sob sua liderança.
17.11.13

Reino Animal (Parte 3)

< Continuação de Reino Animal (Parte 2)

IX) Cordados

• Características gerais:
      ∗ Presença de notocorda (estrutura embrionária que sustenta o tecido nervoso).
      ∗ Fenda faringeana.
      ∗ Tubo nervoso oco dorsal.



• Protocordados => não têm vértebras.

      ∗ Cephalocordados => notocorda na cabeça. Exemplo: anfioxo.

      ∗ Urocordados => notocorda na cauda. Exemplo: Tunicados ou Ascídias, popularmente conhecido como Maria-Mijona (ancestral mais distante dos humanos).


• Vertebrados => a notocorda é substituída pela coluna vertebral e o crânio.

      ∗ Agnatas => não têm mandíbula. Possuem 12 pares de fendas branquiais e corpo vermiforme. Exemplos: peixe-bruxa e lampreia.

      ∗ Gnatostomados => presença de mandíbula. São eles: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

Peixes 

• Seres aquáticos e pecilotérmicos.
• Subdividem-se em duas ordens:
      ∗ Condríctes => peixes cartilaginosos de boca ventral, com ausência de opérculo e bexiga natatória. Possuem nadadeiras pares e uma linha lateral, que capta vibrações na água (órgão sensitivo). Apresentam escamas placoides (embaixo da pele) e cloaca. Ex: tubarão, raixa e quimera.
      ∗ Osteíctes => peixes ósseos de boca voltada para frente, com opérculo cobrindo as brânquias, bexiga natatória, linha lateral e ânus. Escamas dérmicas (superficiais). Ex: carpa, sardinha, bacalhau.

Anfíbios 

• Primeiros animais a conquistarem o ambiente terrestre, mas ainda não se distanciam completamente do ambiente aquático.
• Fatores que não permitiram o total afastamento da água:
      ∗ Fecundação externa – não possuem pênis, cuja função é introduzir o gameta masculino no feminino. Lançam os gametas na água para que se encontrem com os gametas femininos.
      ∗ Fase larval dentro da água.
      ∗ Ovos sem casca, que ressecariam se permanecessem fora da água ou de ambientes úmidos.
      ∗ Pele permeável.
• Quanto mais coloridos, mais venenosos.
• Ordens:
      ∗ Urodela (caudata) => tetrápodes com cauda e aspecto de lagarto. Ex: salamandras.
      ∗ Anura => corpos curtos sem cauda. Adaptação para o salto. Alguns não apresentam metamorfose, mas a maioria tem desenvolvimento indireto. Ex: sapos, pererecas e rãs.
      ∗ Gymnophiona (apoda) => sem patas. Ex: cobras-cegas.

Répteis 

• Primeiros a invadir com pleno sucesso o ambiente terrestre.
• Adaptações:
      ∗ Fecundação interna.
      ∗ Ovo com casca e tegumento quitinizado.
      ∗ Pele impermeável.

Aves 

• Primeiros homeotérmicos (temperatura corporal constante).
• Penas => isolante térmico.
• Adaptações ao voo:
      ∗ Ossos pneumáticos (ocos) e pouco densos.
      ∗ Ausência de dentes e bexiga.
      ∗ Sacos aéreos que servem para reduzir a densidade das aves, reserva de ar e dissipação do calor gerado no voo.
      ∗ Osso esterno com quilha para fixação de grandes músculos peitorais.
• Glândula uropigiana => glândula presente na região caudal que produz uma secreção oleosa para manter as penas flexíveis e impermeáveis.

Resumo Geral - Reino Animal